Como ter reconhecimento de vínculo como bancário?

Dois homens de terno usando o notebook

A busca pelo reconhecimento do vínculo como bancário tem sido uma realidade para muitos trabalhadores que desempenham funções típicas do setor financeiro, mas não possuem esse enquadramento formal. 

Garantir o vínculo empregatício bancário é essencial para assegurar direitos trabalhistas, como jornada reduzida, participação nos lucros e benefícios previstos em convenções coletivas. Decisões recentes do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo foram positivas para os trabalhadores de fintechs que pediram reconhecimento do vínculo como bancário.

Neste artigo, vamos explicar como funciona o processo de reconhecimento do vínculo, quais são os critérios utilizados pela Justiça do Trabalho e como um advogado do bancário pode auxiliar nessa questão. Se você trabalha em instituições financeiras, fintechs ou empresas que prestam serviços bancários, continue lendo.

Meu nome é Fabio Batista, conto com ampla experiência na área trabalhista, e hoje vamos falar sobre o   reconhecimento do vínculo como bancário e como você pode lutar pelos seus direitos.

O que caracteriza o vínculo empregatício bancário?

Para que um trabalhador seja reconhecido como bancário, é necessário que suas atividades estejam diretamente ligadas ao setor financeiro e sigam os requisitos da CLT para configuração do vínculo de emprego. Entre os principais critérios para o reconhecimento da condição de bancário, destacam-se:

  • Subordinação: Cumprimento de ordens e diretrizes da empresa, sem autonomia total sobre suas atividades.
  • Pessoalidade: O trabalho deve ser exercido pessoalmente, sem possibilidade de substituição por terceiros.
  • Onerosidade: Deve haver pagamento pelo serviço prestado.
  • Habitualidade: As funções desempenhadas devem ser contínuas e regulares.

Além desses pontos, é fundamental analisar se o trabalhador realiza atividades típicas de bancário, como atendimento a clientes, análise de crédito, processamento de transações financeiras e suporte a operações bancárias.

Trabalhadores que podem buscar o reconhecimento como bancários

O crescimento das fintechs e empresas de tecnologia financeira trouxe novas discussões sobre o vínculo empregatício bancário. Muitos profissionais atuam diretamente no setor financeiro, mas são registrados como funcionários de outras categorias, o que pode representar uma perda significativa de direitos.

Entre os trabalhadores que podem buscar o reconhecimento da condição de bancário, destacam-se:

  • Funcionários de fintechs que desempenham atividades semelhantes às de um banco tradicional;
  • Profissionais de call centers que prestam suporte bancário;
  • Trabalhadores de empresas terceirizadas que realizam serviços bancários essenciais;
  • Funcionários de cooperativas de crédito com funções típicas de bancário.

Se você se enquadra em um desses perfis, um advogado especialista em direito bancário pode avaliar seu caso e ajudá-lo a buscar o devido reconhecimento.

Direitos garantidos ao bancário reconhecido pela Justiça

Quando a Justiça reconhece o vínculo empregatício bancário, o trabalhador passa a ter direito a uma série de benefícios garantidos por lei e pelas convenções coletivas da categoria. Entre os principais direitos dos bancários, podemos destacar:

  • Jornada de trabalho reduzida: A carga horária padrão dos bancários é de 6 horas diárias e 30 horas semanais, salvo exceções previstas na legislação.
  • Adicional por horas extras: Horas trabalhadas além da 6ª diária devem ser remuneradas com adicional mínimo de 50%.
  • Participação nos Lucros e Resultados (PLR): Benefício garantido por convenção coletiva.
  • Auxílio-alimentação e refeição: Auxílios pagos mensalmente ao trabalhador.
  • Plano de saúde e assistência médica: Direito previsto nos acordos coletivos da categoria.

Caso o reconhecimento do vínculo seja concedido após ação trabalhista, o bancário pode ainda ter direito ao pagamento retroativo de valores referentes a benefícios não recebidos anteriormente. 

Como a Justiça tem decidido sobre esses casos?

Nos últimos anos, diversos trabalhadores que atuam em fintechs e empresas financeiras entraram com ações na Justiça para ter seu vínculo empregatício bancário reconhecido. 

Em algumas decisões recentes, os tribunais reconheceram o direito ao enquadramento como bancário de trabalhadores que atuavam em instituições financeiras sem o devido registro.

Exemplos de casos em que a Justiça reconheceu o direito do bancário:

Passo a passo para buscar o reconhecimento da condição de bancário

Se você acredita que sua função se enquadra como atividade bancária, siga este passo a passo para buscar o reconhecimento judicial do seu vínculo:

  1. Reúna provas: Documente suas atividades diárias, colete e-mails, contratos, organogramas e demais registros que demonstrem sua subordinação e vínculo com a empresa;
  2. Consulte um advogado do bancário: Um profissional especializado pode avaliar seu caso e indicar a melhor estratégia jurídica;
  3. Verifique a convenção coletiva da categoria: Acordos sindicais podem reforçar seu direito ao reconhecimento como bancário;

Buscar o reconhecimento da condição de bancário pode ser um caminho fundamental para garantir seus direitos. 

SAIBA MAIS: Conheça nosso guia completo sobre os direitos dos bancários

Recapitulando…

O reconhecimento do vínculo empregatício bancário é essencial para garantir direitos trabalhistas específicos da categoria, como jornada reduzida, participação nos lucros e benefícios previstos em convenções coletivas. 

Muitos trabalhadores que atuam no setor financeiro, especialmente em fintechs e empresas de tecnologia, acabam registrados em outras categorias, perdendo assim direitos importantes. Nos últimos anos, a Justiça do Trabalho tem proferido decisões favoráveis a esses profissionais, reconhecendo a condição de bancário e garantindo os benefícios trabalhistas correspondentes. 

Para entender melhor esse processo, é essencial conhecer os critérios utilizados para a caracterização desse vínculo e buscar a orientação de um advogado do bancário.

Para que um trabalhador seja reconhecido como bancário, é necessário que suas atividades estejam diretamente ligadas ao setor financeiro e que o contrato de trabalho cumpra requisitos da CLT, como subordinação, pessoalidade, onerosidade e habitualidade. 

Profissionais que realizam atividades como atendimento ao cliente, análise de crédito e suporte a operações financeiras podem ter direito ao enquadramento na categoria bancária. 

Além disso, trabalhadores de fintechs, call centers que prestam serviços bancários, cooperativas de crédito e empresas terceirizadas que desempenham funções bancárias essenciais podem buscar esse reconhecimento judicialmente. O apoio de um advogado especialista em direito bancário é fundamental para avaliar cada caso e definir a melhor estratégia jurídica.

O reconhecimento do vínculo empregatício bancário garante ao trabalhador diversos direitos, como jornada reduzida de seis horas diárias, adicional por horas extras, participação nos lucros e benefícios como auxílio-alimentação, plano de saúde e assistência médica. 

Esses direitos são assegurados por convenções coletivas e podem representar um aumento significativo na remuneração e nas condições de trabalho. Em casos de reconhecimento judicial, o trabalhador pode ainda receber valores retroativos referentes a benefícios não pagos. 

Assim, buscar esse reconhecimento pode ser essencial para garantir melhores condições de trabalho e estabilidade profissional no setor financeiro.

A Justiça do Trabalho tem reconhecido o vínculo empregatício bancário em diversas situações, especialmente em casos de profissionais de fintechs e bancos digitais que desempenham funções típicas da categoria. Recentemente, decisões judiciais favorecem trabalhadores de aplicativos financeiros e bancos digitais, garantindo a eles os direitos previstos para bancários. 

Entre os exemplos, há casos de funcionários que exerciam atividades como análise de crédito e suporte a clientes, mas estavam registrados em categorias diferentes. 

Esse movimento da Justiça reforça a necessidade de que os trabalhadores fiquem atentos às suas funções e busquem orientação jurídica caso se enquadrem nos critérios de bancário.

Para buscar esse reconhecimento, é essencial seguir alguns passos: reunir provas documentais sobre as atividades exercidas, como e-mails, contratos e registros internos da empresa; consultar um advogado do bancário para avaliar o caso e definir a estratégia judicial; e verificar as convenções coletivas da categoria, que podem reforçar o direito ao enquadramento correto. 

Caso se comprove o vínculo empregatício bancário, o trabalhador poderá reivindicar os benefícios garantidos pela legislação. Para entender melhor seus direitos e iniciar esse processo, consulte nosso guia completo sobre os direitos dos bancários.

Principais direitos trabalhistas dos bancários

O setor bancário possui regulamentações específicas que garantem direitos diferenciados aos seus profissionais. Entre os principais estão a jornada reduzida de 6 horas diárias, a obrigatoriedade do pagamento de horas extras com adicional de 50% e intervalos especiais para quem trabalha com digitação. 

Além disso, os bancários têm direito ao adicional noturno de 35% e à Participação nos Lucros e Resultados (PLR), garantida pela Lei nº 10.101/2000. Essas proteções foram conquistadas ao longo dos anos por meio de negociações sindicais, mas muitos trabalhadores ainda enfrentam dificuldades no reconhecimento de seus direitos. 

Para assegurar esses benefícios, um advogado especialista em direito bancário pode ajudar no cumprimento da legislação trabalhista.

  • Estabilidade no setor bancário

A estabilidade no setor bancário é um dos direitos mais relevantes, protegendo os trabalhadores contra demissões arbitrárias. 

Algumas categorias específicas de bancários contam com proteções adicionais, como a estabilidade pré-aposentadoria, que impede a demissão de profissionais próximos da aposentadoria, e a estabilidade para gestantes, que garante o emprego da bancária desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. 

Há também proteções para bancários afastados por acidente de trabalho e dirigentes sindicais. No entanto, a estabilidade muitas vezes é contestada pelos bancos, que podem pressionar funcionários a pedirem demissão ou justificar cortes com reestruturações. Conhecer os direitos da categoria e buscar orientação jurídica são medidas essenciais para evitar prejuízos.

O assédio moral no setor bancário é uma preocupação crescente, já que metas abusivas e cobranças excessivas podem criar um ambiente de trabalho hostil. 

O assédio moral caracteriza-se por condutas repetitivas e vexatórias que afetam a dignidade do bancário. Entre os sinais mais comuns estão a exposição pública de erros, exigências inatingíveis e ameaças constantes de demissão. Para combater esse problema, os bancários devem denunciar práticas abusivas ao sindicato e buscar apoio jurídico. 

Os direitos em caso de demissão variam de acordo com o tipo de desligamento. Se a demissão ocorrer sem justa causa, o bancário tem direito ao aviso prévio indenizado, multa de 40% sobre o FGTS e seguro-desemprego, além de férias proporcionais e 13º salário. 

Já a demissão por justa causa limita o acesso a alguns desses benefícios. Outra possibilidade é o acordo entre empregador e empregado, que permite o saque parcial do FGTS e uma multa rescisória reduzida. 

Além disso, os bancários demitidos podem manter o plano de saúde empresarial por um período, desde que assumam integralmente os custos.

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Caso ainda tenha algum questionamento sobre o reconhecimento do vínculo como bancário, ficamos à disposição para esclarecer suas dúvidas.

A Advocacia Fabio Batista conta com ampla experiência na área trabalhista, oferecendo serviços personalizados para trabalhadores que necessitam de orientação e defesa. Realizamos uma análise minuciosa de rescisões, esclarecendo dúvidas sobre valores e direitos, e verificamos a possibilidade de rescisão indireta, além de outros direitos dos bancários garantidos por lei.

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